Por Trás das Lentes - Capítulo 02

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O caso dos roubos nas mansões é notícia nos principais jornais do país. A polícia continua as investigações sem nenhuma pista, a única informação que até agora se tem conhecimento é de que uma das câmeras de segurança da rua filmou quatro elementos saindo da casa, mas não foi possível identificá-los. Entraram em um carro preto sem placa e partiram em alta velocidade.

Rio de Janeiro (manhã)

Casa da família Palhares:
João quando entrou na copa para tomar o café da manhã, seus pais já estavam sentados à mesa.

- Bom dia, pai, mãe! – Fala João enquanto beija a testa de cada um.
Gustavo, o pai responde - Bom dia filho, mas uma noitada, hein? Será que essa tem nome ou só irei conhecer lendo as colunas sociais? – Tom irônico.
- Tem nome sim pai, é Márcia.

- Márcia de quê? – Pergunta a mãe, Samira interessada na conversa.

- Ora mamãe, é só uma mulher.

- Você já tem trinta e quatro anos, está na hora de ter juízo e nos dar netos.

- Isso é fácil. – João se diverte com a expressão de sua mãe e solta uma gargalhada.

- Não zombe, sua mãe tem razão. – Disse o pai tentando conter o riso. - Você já saiu com todas as solteiras da sociedade, agora quero que encontre alguém para casar ou eu mesmo farei isso, a decisão é sua.

- Por acaso estamos na idade média para me arrumar mulher? – João fica sério.

- Não, mas é o vice-presidente do grupo, tem que se comportar como tal, chega de dar mal exemplo. Se eu não tivesse proibido namoro entre funcionários, sem dúvida não teríamos respeito.

- Estou cansada de ouvir minhas amigas perguntando quando você ficará noivo. – Fala Samira que acompanhava a conversa com atenção.

- Diga que receberão o convite. – Falou João contrariado.

Mesmo tentando não demonstrar impaciência, João terminou o café e foi para o quarto. Em uma hora teria uma reunião no escritório.
Gustavo e Samira também se levantaram e cada um seguiu em diferente direção. Samira pegou o telefone e foi para varanda.

Gustavo foi para o escritório e telefonou, uma voz atendeu.

- Tudo bem?

- Tudo.

- Precisa me manter informado, temos um grande negócio em jogo. – Disse Gustavo quase que sussurrando para não ser ouvido.

- Fique tranquilo, - fala a pessoa na linha - está tudo sendo cuidadosamente avaliado.

- Ótimo, amanhã te ligo e conversaremos pessoalmente.

- Até lá. (desligou).

Samira na varanda olha para os lados se certificando de que está sozinha, pega o telefone e digita o número.
- Alô!
- Preciso te ver. – Fala Samira ansiosa.
- Hoje não.
- Eu preciso, tem que ser hoje. – Ela insiste.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não exatamente, mas vai acontecer se você não me ver. – Tenta pressionar.
- Fique calma, hoje às cinco no lugar de sempre.

Enquanto isso, no quarto, João senta na cama, passa a mão no peito, fecha os olhos e sorri, lembrando-se da noite anterior.

Noite anterior no escritório da empresa:

Márcia, a secretária, entra na sala de João contrariada:
- Doutor João, já passa das oito, posso ir embora ou ainda vai precisar de mim? – Pergunta ela.
- Quem está na empresa?
- Além de nós dois, só os seguranças.

João levantou-se de sua cadeira, passou por Márcia sem pressa, fechou a porta e voltou devagar, chegando perto dela pegou-a pela cintura e a segurou com força.

- Me solte, está tentando me seduzir? – Fala com olhar provocante.

- Tentando não, estou te seduzindo mesmo. - Ele a beija-a no pescoço e mordisca a orelha delicadamente.
- Me solte....- Fala e deixa os lábios entre abertos aguardando um beijo.

João foi lhe beijando o rosto até chegar à boca, sentiu os lábios da secretária úmidos, entre abertos, então se beijaram ardentemente. Ela soltou os cabelos tirando a pregadeira, em seguida, tirou o paletó de João. Ele abriu os botões da blusa devagar e tornou a beijá-la no pescoço, entregaram-se ao desejo. As roupas que ainda restavam tiraram rapidamente. João deitou Márcia com delicadeza na mesa acariciando-lhe os seios e se amaram ardentemente.

Rio de Janeiro (manhã no aeroporto)

Judith chega ao Rio entusiasmada e telefona para José:
- José, cheguei, estou na Cidade Maravilhosa!

- Legal. – José fala com a voz vibrante acompanhando o entusiasmo dela.

- Agora vou procurar aquele endereço do apartamento que tratei pelo anúncio do jornal para me hospedar.

- Tome cuidado, me ligue quando estiver no endereço.

- Tomarei todo cuidado, estou louca para começar nossa investigação. Algo me diz que é aqui onde tudo começa.

- Assim que conseguir uma pista me avise, não vá sozinha pode ser perigoso. – José fica apresensivo.

- Agora vou desligar, logo que tiver instalada te ligo, beijo.

 - Me liga mesmo, depositei mais um dinheiro na sua conta, beijos minha futura esposa. – Brinca para descontrair.

- Seu bobo. – Judith desliga o telefone sorrindo e pega um táxi.

Judith tinha um forte pressentimento que sua vida mudaria com essa história, sentia algo inexplicável, um misto de ansiedade e satisfação.


Música tema do dia

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