Por Trás das Lentes - Capítulo 01

Web novela - Episódio 01




São Paulo (noite) 

O alarme toca, três homens e uma mulher saem correndo de uma mansão, todos usando touca ninja vestindo macacão preto.  O grupo entra no carro que parou com frenagem brusca partindo em alta velocidade...
Duas horas depois a polícia ficou intrigada na cena do crime, os quartos foram revirados, mas segundo os proprietários nada de grande valor havia sido roubado.
Uma repórter e seu fotógrafo chegam ao local do delito.



- Que ladrão é esse? Entra em uma casa, atravessa todo um sistema de segurança só para roubar DVDs. – Comenta a repórter Judith com o fotógrafo.

- É, mas tem algo estranho... (pensativo). – Fala José.

 - O quê (ansiosa)?!

- Com essa, é a quarta vez em dois meses. Todas são casas de alto luxo e fizeram festa. Parece desafio. - Fala José coçando a cabeça.

- Precisamos investigar, – dia ela empolgada - faço qualquer coisa para ter uma grande matéria e conquistar meu espaço. Você me ajuda José?

José olha para ela contemplando-a; cabelos louros cacheados, pele bronzeada, usando blusa uma decotada que realçava os seios, calça jeans justa torneando o corpo.

- Eu topo! - Respondeu mordendo os lábios.

 Rio de janeiro (manhã) 

João Palhares está em seu escritório na empresa, discutindo com um dos seus sócios; Alberto da revista que administra.

- É preciso melhorar as vendas – Fala João Palhares muito irritado.
 
- Somos a segunda revista mais lida. – Aberto fala tentando esconder a impaciência.

 - Segunda não é primeira. – Debocha João com sorriso sarcástico. - Encontre algo novo, diferente. Agora pode ir.

Alberto se levanta da cadeira e sai batendo a porta.

 - Droga tenho sempre que ser ríspido, se esmorecer os negócios vão parar brejo se depender desse pessoal – Pensa João em voz alta.
Pega o telefone para chamar Márcia sua secretária, dá algumas ordens, em seguida ela saia da sala.

- Nossa, que mulherão e como é quente! Se papai souber que sou louco pela secretária me deserda – pensa João após Márcia sair da sala e sorri.

São Paulo (manhã) 

Redação do jornal onde trabalha a repórter Judith.

- Bom dia José! - Cumprimenta ela sorrindo e o beijando no rosto.

- Pra você também, da próxima vez quero na boca.
- Você não é meu namorado. – Ela brinca.

 - Ainda não, mas serei, você vai ver. – José fala e fica sério.

- Vamos trabalhar parceiro. – Ela fecha o semblante para deixar claro que não gosta desse tipo de brincadeira. - Precisamos da lista de convidados da última festa na mansão.

- Já fiz isso (tom de superioridade) e mais, tenho também as listas das outras casas.

- Como conseguiu tão rápido?! – Fica surpresa e impressionada com a eficiência.

- Ontem você disse que topa qualquer coisa para ter um furo. Enquanto você dorme, faço meus contatos. Vamos lá em casa que te entrego as listas completass.

- Por que não trouxe?

- É arriscado trazer para cá, tem nome de muitos figurões.

Casa de José (fim da tarde) 

Judith pega a lista ansiosa - A lista é extensa, hein?

- É, repare que os convidados são quase sempre os mesmos em todas as festas.

- Vamos investigar todos eles, começando por esse aqui (aponta com a caneta), João Palhares.

- Você deve estar ficando maluca, ele é um dos  homens mais poderosos e conhecidos por sua ostentação e arrogância.
- Por isso mesmo, vive cercado por belas mulheres sem nenhum compromisso.

- Qual é o problema em ter bom gosto?

- Talvez seja para despistar sua real diversão: roubar DVDs. – Fala ela se divertindo com o assunto.

- Não parece muito lógico, de qualquer modo está um pouco longe, ele mora no Rio.

- Então é pra lá que eu vou. Enquanto investigo os cariocas, você investiga os daqui.

- Fechado (fala com empolgação)!  - Mas injusto, a lista do Rio é bem menor.

- Você tem seu emprego como fotógrafo, eu sou apenas uma repórter freelancer.

- Tá bom, vai que eu te cubro – Fala José muito sério, como até então ela nunca havia visto.
- Como assim, não entendi?

- Tenho algumas economias, vou custear sua pesquisa até desvendarmos todo o caso, quando ficar famosa você me paga.

- E se não der certo? – Pergunta preocupada.

- É um risco que estou disposto a correr.
No caminho para casa, Judith pensa intrigada:

- Como pode José querer me bancar, sempre me pareceu tão simples mora em um conjugado, pensando bem, todo equipamento dele é de tecnologia de ponta. Ai que bobagem estou pensando, pode ter comprado à prazo e daí?. Ele quer me ajudar só por amizade e sabe que quando eu conseguir desvendar esse caso ele será meu braço direito.


Continua no próximo capítulo.

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