Por trás das Lentes - capítulo 05



Olá amigos, mais um episódio da web novela


Tema para esse capítulo





 Edifício no Catete (manhã)

Judith acordou bem disposta, tomou um demorado banho, se arrumou e saiu. Bateu na porta do apartamento 301, Andréa atendeu sorridente.

- Oi vizinha, deu formiga na cama. Brincou Andréa.

- Que nada, acordei antes delas. – Se diverte Judith sorrindo.

- Chegou bem na hora, venha tomar café comigo.

Judith entrou no apartamento, sentiu um delicioso cheirinho de pão no ar.

- Daqui a pouco vou para o trabalho, hoje a noite te apresento aos vizinhos do andar. – Disse Andréa dando uma piscadinha.

- Também pretendo sair, vim aqui para você me orientar sobre como chegar ao endereço dessa revista (mostra a anotação).

- Isso é fácil, te dou uma carona. O que vai fazer?

- Faz parte dos meus planos, preciso de um espaço lá. – Judith fica séria, prefere não dar detalhes.

- Menina, você é fogo hein? Quando encontrar um bonitão rico por lá me apresente.

As duas riram, tomaram o café e saíram. Na portaria encontraram Regina, mulher alta, corpo definido, usando um terninho azul claro, Andréa se apressou para fazer as apresentações.

- Vocês são vizinhas, então precisam se conhecer. – Falou Andréa sorridente.

Dentro do carro com Judith Andréa comenta:

- Um conselho Ju, se quiser ter amizade com Regina vá com calma.

- Por quê?

- Moro aqui há quase um ano, ela sempre me pareceu muito educada, porém, nunca a vi muito próxima dos vizinhos.

- Bem, cada um com seu jeito.

- O que sei é que trabalha em uma empresa como Office girl, aquela roupa deve ser uniforme.

- O que tanto te incomoda nela, fale logo? – Judith fica curiosa.

- Nada demais, um dia quando estava estacionando aqui no prédio, fui abordada por dois caras, eles iam me assaltar. Foi tudo tão de repente, tão rápido que até fica difícil narrar. Regina apareceu, tomou o revólver de um enquanto acertava o outro com um pontapé  jogando-o no chão desmaiado, botou os dois em nocaute quase sem nenhum esforço.

- Nossa que fera, deve ter aprendido a lutar.

- É o que parece.


São Paulo (manhã)

Num hotel cinco estrelas, três homens bem vestidos conversam no restaurante, dois brasileiros e um italiano.

Catôro (o italiano) é o primeiro a falar após saborear o petisco.

- Precisam acelerar as coisas, viajo no fim do mês.

- Temos três semanas para mais dois negócios, já temos nossos alvos. -  Disse Fábio o brasileiro.

Mota, o outro brasileiro toma a palavra e fala para o italiano:

- Nosso trabalho é profissional, você sabe.

Catôro - Talvez as suspeitas cheguem até vocês.

Mota - De jeito nenhum, se tem alguém para ser suspeito que sejam os próprios roubados - Risos.

Fábio- É verdade Catôro, nossa empresa é uma grande e idônea corretora de seguros e valores, todos os bens são assegurados. É por isso que temos conhecimento das  tais fortunas.

Catôro - Certo, mas parece que tem uma quadrilha agindo como nós.

Fábio- Eu sei, não morderemos essa isca. Não nos interessa saber quem são, além do mais, seria impossível rastreá-los sem deixar pista.

Mota- Tem mercado para todo mundo (tom irônico).


Central da revista- RJ

Alberto depois de delegar algumas ordens aos funcionários da redação, fecha a porta e reclina-se na cadeira pensativo:

- Pretendo mudar o nome da revista, quero um nome mais atraente, vou mudar apra MAIS VERDADE. Acredito que será bom abordar novos temas, assuntos polêmicos. Farei isso sem consultar João, ele age como se fosse o dono e não um sócio. É isso a próxima edição sairá com novo nome.

Pega o telefone, liga para o contador e passa as informações necessárias para legalização do nome que escolheu em seguida desliga.

- Pronto tudo acertado, o novo nome saíra em cima e o antigo só dessa vez, em vermelho abaixo. Quero ver a cara de João, nem imagina porque aturei tanta arrogância. – Pensa Alberto satisfeito pela iniciativa.

Abre a gaveta, pega um analgésico para enxaqueca. 

 - Droga, que tormento. Amo isso aqui, levei anos para conceituar a revista. Ficar com Samira não vale isso e nem posso acreditar na história de João ser meu filho, ela é muito ardilosa, capaz de tudo para conseguir o que quer. Mesmo tendo que pagar multa, vou desfazer essa sociedade e terminar o caso com Samira. Se é capaz de prejudicar marido e filho, imagine comigo.

Telefona para o advogado e pede que tome as providências para encerrar a sociedade.

 (Continua no próximo capítulo)


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